terça-feira, 1 de abril de 2008

Mais uma boa notícia:

Identificada enzima relacionada com crescimento da bactéria da tuberculose

Milton Costa, microbiologista do Departamento de Bioquímica da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra, identificou uma enzima relacionada com o crescimento a bactéria da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis). Esta descoberta abre portas para a procura de moléculas capazes de inibir essa enzima, permitindo a descoberta de novos fármacos contra a doença.
Os resultados desta investigação foram apresentados numa conferência organizada pela Associação Nacional de Tuberculose e Doenças Respiratórias (ANTDR), que decorreu no Museu das Comunicações, em Lisboa. Este encontro serviu também para discutir novas abordagens à tuberculose e para a Direcção-Geral de Saúde divulgar estratégias de combate à tuberculose multi-resistente.

De acordo com um comunicado da associação, a tuberculose multi-resistente não surge apenas em populações consideradas de risco, como os toxicodependentes, tendo emergido também com incidência significativa nos profissionais de saúde. Será ainda abordada a importância da investigação para o desenvolvimento de novos fármacos, que só deverão surgir por volta de 2010 a 2015, e que vão encurtar o período de tratamento de seis para cerca de três meses.

A tuberculose permanece uma emergência global a nível planetário e é ainda um importante problema de saúde pública em Portugal. Actualmente, estão sete vacinas em estudo, mas a sua utilização não é previsível antes de 2015. E, já com 80 anos, a BCG é uma vacina com eficácia limitada, diz a ANTDR, uma vez que há 43 anos que não é descoberto nenhum fármaco ou vacina para a tuberculose.

A investigação da tuberculose esteve parada durante muito tempo. Até à década de 80 pensava-se que a tuberculose seria um problema resolvido, característico apenas dos países de terceiro mundo. Nessa década, dissemina-se a SIDA, o que faz despoletar a tuberculose em todo o mundo. «A consciência de que houve um descuido nas áreas de investigação de novos métodos de diagnóstico, tratamentos e vacinas tem sido progressivamente interiorizada, mas a investigação ainda demorará a dar frutos», afirma Artur Teles de Araújo, pneumologista e presidente da ANTDR.
tirado da Newsletter n.21 - GripeNet

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